segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Resenha - Cinema (Cisne Negro)



     Nunca pensei que fosse me interessar por um filme que tem como pano de fundo o balé. Bem, na verdade o que mais me motivou a ver a película foi toda essa falação sobre a impecável atuação da atriz Natalie Portman (a tão falada cena de sexo lésbico também ajudou, né?). Acontece que nunca duvidei da competência dessa jovem e belíssima atriz. Me lembro com carinho quando a vi debutando no cinema ao lado de Jean Reno no filmaço O Profissional (Léon The Professional, 1994) e fiquei abismado com a atuação daquela garotinha de 12 anos. O tempo passou e tive o prazer de vê-la bem mais crescida (e bota crescida nisso) no ótimo Closer - Perto Demais (Closer, 2004) onde, na minha opinião, ela dá um verdadeiro show de strip...ops... interpretação. Resultado: virei fã. Se na ocasião de Closer ela nadou e morreu na praia (foi indicada ao Oscar 2005 de melhor atriz coadjuvante mas perdeu para a Cate Blanchett) agora a estatueta careca é mais do que certa.
     Cisne Negro (Black Swan, 2010) conta a história de Nina (Natalie), bailarina de um grupo de dança renomado que treina incessantemente para conseguir o papel principal do espetáculo "O Lago dos Cisnes". Vendo por esse ângulo parece uma proposta simples, mas na verdade a história vai ganhando um tom pesado sobre paranóia, insanidade e até onde alguém pode chegar para conseguir a perfeição naquilo que faz. O "visceral" é levado bem a sério aqui. O diretor Darren Aronofsky do recente e cultuado O Lutador (The Wrestler, 2008), entrega um filme que te prende do começo ao fim com uma trilha perfeita e uma câmera trêmula que nos aproxima ainda mais das cenas.  Nunca um cortar de unhas me deu tanto calafrio quanto em Cisne Negro.

Nina (Natalie Portman) e seu instrutor nada burro Thomas (Vincent Cassel)

     O elenco é bastante competente. Temos a Mila Kunis convencendo bem no papel de Lily, a rival de Nina, o talentoso Vincent Cassel vivendo Thomas, um instrutor de balé memorável e ainda a sumida Winona Ryder como a bailarina Beth. Mas é a Nina de Natalie Portman que saltam os nossos olhos. A sua metamorfose é sentida a cada cena.

Natalie Portman emagrece, aprende balé e ainda mostra a sua elasticidade assim. Oscar garantido.

     Cisne Negro é aquele tipo de filme que nos deixa angustiados e o trunfo é que essa é a intenção. Ah, e sobre a cena de sexo lésbico. Bem, ela está lá, mas o curioso é que o filme é tão maior e te deixa tão imerso que o impacto da cena pode ser completamente diferente do que se imagina.
     Se você estiver a fim de ver um filme curioso e muito bem dirigido, além de testemunhar a atuação que vencerá o Oscar desse ano, fique à vontade. Cisne Negro é uma ótima pedida.

Natalie Portman (Nina) e Milla Kunis (Lily) em promoção do filme


3 comentários:

  1. Primeiro devo avisar que não leiam meu comentário aqueles que não assistiram ao filme ahha :P

    O filme é mesmo muito bom... quando assisti, as impressões (bem ingênuas) que eu tive foi que ela sofria de esquizofrenia. Mas até ler as impressões de pessoas que sofreram de abuso sexual da mãe fez maior sentido, vê só: http://faithallen.wordpress.com/2011/01/03/black-swan-movie-about-mother-daughter-sexual-abuse/

    isso passou pela tua cabeça? acho que o ponto-chave está na cena de sexo lésbico e quando a mãe diz: are you ready for me?
    vou até assistir de novo... passei a adorar mais ainda o filme, merece mil oscars e a Natalie Portman também.


    P.s.: Leia os comentários também, é um verdadeiro debate!

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  2. Aê Mari. Não estou certo se concordo com esse ponto de vista. Mas pretendo ver o filme novamente pra tentar "pescar" essas pistas, inclusive ver o tal "are you ready for me". De qualquer forma achei bem interessante. Valeu pela dica! ;)

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