segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Resenha - Música (Roxette - Charm School)

Capa da nova bolacha do Roxette
     Que fim levou o Roxette? Se você se cansou de fazer essa pergunta nos últimos anos já pode respirar fundo e preparar a emoção, pois eles estão de volta! E esse "de volta" aí é aquele que dá direito a álbum de inéditas e turnê mundial com passagem pelo Brasil.
     Pra quem ainda não conhece (sacrilégio), o Roxette é uma dupla sueca de pop com pegada de rock formada por Marie Fredriksson e Per Gessle nos anos 80. Com riffs de guitarra contagiantes e baladas românticas certeiras o Roxette caiu nas graças do mundo, construindo uma carreira brilhante e embalando as nossas vidas com os seus hits. Quem nunca tentou assobiar em Joyride? Mexeu o esqueleto ouvindo The Look? Ou mesmo pensou naquela paixão de colegial ao som de Listen To Your Heart? Se você é mentalmente são e viveu no planeta Terra nas últimas décadas, com certeza já ouviu algum sucesso deles.
     Charm School (2011) é o novo álbum de inéditas do Roxette, que não lançava um desde Room Service de 2001. Foram 10 anos de espera e é natural que as expectativas dos fãs sejam as melhores possíveis, mas é prudente manter os pés no chão. Dificilmente elas serão superadas. O álbum é bem fraco em relação aos outros da banda. E que fique bem claro isso, porque se fomos compará-lo aos álbuns recentes dos artistas pop da atualidade ele quase ganha o status de obra-prima. Não é toda banda que se dá o luxo de só ser comparada a si mesmo e o Roxette é uma delas. O novo álbum tem suas pérolas e seus bons momentos. Não há surpresas. São várias canções genéricas de outros sucessos da banda. Mas ainda é o Roxette e é muito emocionante ouvir algo novo da banda após um jejum tão longo e perceber que os danados ainda dão um caldo. Isso mesmo, ainda há fôlego e ainda considero a voz da Marie Fredriksson uma das mais belas e sexys do mundo da música. Certa vez comentei com uma amiga, fã da Christina Aguilera, que imaginava o inferno que devia ser dormir e acordar com aquela voz de "gralha" no seu ouvido fazendo aquelas vocalizações cheias de "piruetas" desnecessárias e pedantes. Daí citei a Marie como um exemplo do contrário. Seria como acordar no paraíso. E o Per continua com a sua voz quase robótica da mesma escola dos Pet Shop Boys e entrega bons momentos com sua guitarra. Então se você é um fã, assim como eu, abra o coração, deixe a expectativa de lado e encante-se novamente com o Roxette. E se você ainda não conhece aproveita pra fazer a lição de casa. Em breve eles pintam no Brasil e vai pegar mal pra você.

O poeta Per Gessle e a dona da voz mais sexy do pop Marie Fredriksson

E para os mais interessados, segue o meu tradicional (hehe) faixa a faixa da nova bolacha do Roxette.

01.Way Out
Bom começo de álbum. Way Out cumpre o seu papel da pegada pop/rock característica da banda com uma letra bem bacana e a guitarra chupada de Joyride. Só peca um pouco por te preparar demais pra uma possível explosão que nunca acontece. A música acaba com esse gosto de "Já? Só isso?".

02.No One Makes It On Her Own
Candidata disparada para o próximo single. Exemplo genuíno de uma balada Roxette. A belíssima voz da Marie em plena forma numa melodia magnífica. Me lembrou Salvation do álbum (e que álbum) Have A Nice Day de 1999.

03.She's Got Nothing On (But The Radio)
Escolha acertada para o primeiro single do álbum. Tem energia, riff de guitarra chiclete e é altamente dançante. Impossível ouvir sem se mexer. Lá embaixo você confere o clipe dela.

04.Speak To Me
Que beleza hein? Arrepiante. São praticamente duas músicas em uma. O Per canta a cama e a Marie o belo refrão. Com uma voz dessa nem precisava ter uma letra tão bela. Podia ser sobre os chás do Butão que todos prestariam atenção do mesmo jeito. Ah, a semelhança com Wish I Could Fly (belíssima) do Have A Nice Day de 1999 é grande.

05.I'm Glad You Called
Instrumental intimista em uma canção que facilmente remeterá a Anyone do já falado Have A Nice Day de 1999. Mais uma vez quando o Per entra com o seu "Look Around..." a impressão é a de se ter duas canções em uma.

06.Only When I Dream
É aumentar o som e fechar os olhos. Nostalgia total. Roxette numa ótima forma com vários dos elementos que o faz único. Mais uma vez a Marie detona no refrão matador.

07.Dream On
Rock manso descompromissado e bem executado com todos os clichês do gênero para o Per Gessle ficar feliz e balançar a cabeça.

08.Big Black Cadillac
Instrumental bacana e mais uma ótima performance da Marie no refrão, porém não passa muito disso. Tem tudo pra ser uma das ignoradas nas audições.

09.In My Own Way
E a invocação de sucessos antigos não pàra. Você não está louco. A semelhança com Crash! Boom! Bang! do álbum homônimo de 1994 é real. Ainda assim uma bela atuação de Marie em mais uma que deve arrepiar e fazer a cabeça dos apaixonados. 
Marie Fredrickson ainda dá um caldo

10.After All
Clara homenagem aos Beatles. Vemos aqui um mix de alguns sucessos dos garotos de Liverpool como With A Little Help From My Friends e Maxwell's Silver Hammer. Achei desnecessária. Mais uma com fortes chances de ser ignorada.

11.Happy On The Outside
Já imaginou juntar Coldplay com Roxette? Não precisa mais imaginar. Ouça essa Happy On The Outside e perceba o pianinho e batera de Clocks se misturando ao jeito Roxette de fazer canções. O resultado é surpreendentemente bom. 

12.Sitting On The Top Of The World
Algum espertão vai dizer: "Que instrumental furreca, posso fazer melhor com meu Fruit Loops versão beta aqui". Acontece parceiro que esses singelos pianinhos estão acompanhados da voz e interpretação da Marie. Já era. Ninguém faz igual. Bela canção de encerramento. Dá vontade de deitar a cabeça no travesseiro e viajar na imaginação. Vida longa a vocês Marie e Per. 

Confere aí o novo vídeo deles. She's Got Nothing On (But The Radio). E faz o favor de aumentar o volume.



Site oficial da banda:
http://www.roxette.se/

15 comentários:

  1. Como fã, tenho que dizer que esse é o pior álbum do Roxette. O Per, talvez sob pressão da gravadora, da imprensa, não deu o melhor de si.

    "She's got nothing on" é apenas uma música-chiclete.
    No One Makes It On Her Own, Speak To Me, Dream On, In My Own Way, Happy On The Outside e Sitting On The Top Of The World são músicas extremamente lentas que não condizem com o Roxette e sim com a carreira solo da Marie. Eu estava ansioso por um novo álbum, mas esse me decepcionou. São músicas muito comerciais.

    E não vejo como comparar No One Makes It On Her Own com a Salvation. Nem Speak to Me com Wish I Could Fly. Essas, dos álbuns anteriores são obras-primas enquanto as novas são apenas músicas pra preencher o álbum. Uma grande pena. Espero que no próximo eles mostrem seu potencial.

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  2. Valeu, Jr. Tou organizando com a patroa (fanzaça da banda) a ida a SP pro show. E aí, vamo nessa?

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  3. Legal sua resenha!

    Eu fiquei aqui pensando... acordar num dia de chuva, frio ou nublado, com aquela voz de "Milk and toast and honey" ou o canto doce daquela mulher lá do "Bringing me down to my knees"... Não tem igual!

    Só penso que deveria o álbum ter mais umas duas músicas - pops! - mas se for para ser como "Fool" e "You make my head go pop", é melhor ficar assim mesmo. já basta o Cadillac sucateado - eu também não gostei.

    Avelar Jr.
    www.nao-obrigado.blogspot.com

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  4. Sou fã do Roxette, fã mesmo - vou a todos os shows no Brasil e a mais alguns no exterior.
    Não gostei muito da sua resenha. Tendenciosa, repetitiva. Sorry. Talvez porque eu esperasse mais análise e menos puxação de saco.
    Quanto ao álbum, acho que tem baladas demais e, como já disseram aqui, se parece mais com um álbum solo da Marie do que com um álbum do Roxette. Faltou uma power ballad, algo mais forte e marcante e alguma música com introdução forte também. Acho que o Per pode fazer melhor e esse álbum pouco remete ao bom e velho Roxette.
    PS: Have a nice day é o pior álbum do Roxette de todos os tempos. Dureza comprarar o Charm School com ele, porque o Charm School pelo menos é homogêneo e está com uma produção mais cuidadosa.

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  5. Não curto o Have a nice day, nele só se salvava Wish I Could Fly que é linda e beautiful things porque o restante é fraquissimo, o Charme School é muito superior.

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  6. Demais! Concordo que HAPPY ON THE OUTSIDE parecidissima com CLOKS do Coldplay! não liga para esses fans atordoados e exigentes. Apenas querem que o roxette seja do jeito que cada um quer! Não respeitando novos tempos e experiências dos mesmos.
    Tou feliz,pois a anos atrás o roxette iria acabar,pois a Marie quase falecera. Hoje ela está conosco! Bem vindo Charm school - Bem vindo ROXETTE!

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  7. É isso mesmo Rick Avlis. O Câncer da Marie foi um baque enorme. Hoje a sua superação nos inspira e o resultado desse milagre está aí em forma de música.

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  8. PS: Have a nice day é o pior álbum do Roxette de todos os tempos. Dureza comprarar o Charm School com ele, porque o Charm School pelo menos é homogêneo e está com uma produção mais cuidadosa. [2]

    Concordo plenamente. Comparações extremamente desnecessárias.

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  9. meu amigo, curti mt a sua resenha, e concordo com vc em td. A Marie está maravilhosa, me lembra a época de Crash! Boom! Bang!. Se eu não soubesse da luta q ela teve contra o cancer, não perceberia nesse albúm q ela veio de uma longa e sofredora jornada, durante esses anos que Roxette ficou afastada. E o Per né?? SEmpre se preocupando em escrever belas cancoes, pra agradar a tds os ouvintes... Viva Roxette, por mts e mts anos ainda...

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  10. Se toda banda tivesse no currículo um "pior" álbum do naipe do Have a Nice Day...

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  11. Obrigado Junior por me repsonder!
    Pois é,para mim não existe o pior álbum,existe o que eu menos esculto apenas,que é o Baladas em Español.
    Más o resto? noooooosa! Sempre vibrei a cada álbum. Pois sei que eles não se rotulam e faz para agradar a nós mesmos.
    Viva CHARM SCHOOL- Esse ábum ainda será um álbum muito,mas muito aclamado futuramente. Pois Lembro de H.A.N.D malharam o pau na época que não tinha nada haver com o Roxette,que tava muito eletrônico isso aquilo outro e hoje,aclamam o mesmo. Viram a qualidade só depois que compararam com com os sucessores.

    Não entendo esses fãs!
    Amo o Roxette como eles vinherem,seja como for! Pois é deles o meu amor na música! que desde pré-adolescente me apaixonei!
    Obrigado Júnior pelo amor a eles também!

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  12. Vou rever meus conceitos, tinha falado que o Have a nice day era fraco mas ele também é muito bom, a única música que não curto muito é Salvation.

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  13. Tudo o que importa na vida é que Roxette voltou!
    AHEIUHIEUHAEH
    Tô doida pra mexer meu esqueleto num show ~:

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  14. Achei alguns comentários tão desnecessários... Este álbum é incrível! De longe é o pior do Roxette, alias, eles não tem nenhum pior álbum! Pudera todas as bandas tiver um álbum tão "ruim" como este. Charm School significa superação, e sinto-me orgulhoso pela determinação de Marie, depois de tudo o que ela passou voltar, como se nunca tivesse partido. Roxette pra sempre! Tenham bom senso ao criticar.

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